Como encerrar uma sociedade empresarial

Iniciar um empreendimento em conjunto com outras pessoas pode ser a melhor alternativa para se lançar no mercado. A segurança e os recursos financeiros costumam ser maiores quando se empreende com outras pessoas. 

Contudo, como pode acontecer em qualquer relacionamento, a sociedade nem sempre é duradoura. Sendo assim, é fundamental entender como encerrar uma sociedade empresarial da melhor maneira para todos.

Formas de encerrar uma sociedade empresarial

Quando, enfim, é chegado num consenso e tomada a decisão de colocar um fim em uma sociedade empresarial, existem 5 formas previstas no Art. 1.033 do Código Civil de 2002. Confira:

  • Sociedade por Tempo Determinado: nessa situação, a sociedade tem prazo de validade. Quando esse tempo chega ao fim, a sociedade é encerrada;
  • Consenso Unânime dos Sócios: é quando os sócios chegam ao consenso, por unanimidade, pelo encerramento (dissolução) da sociedade;
  • Sociedade por Tempo Indeterminado (Deliberação por Maioria Absoluta): nesse caso, os sócios decidem pela dissolução da sociedade. Para que seja possível, haverá votação em maioria (ultrapassando mais de 50% do Capital Social);
  • Falta de Pluralidade dos Sócios: quando acontece a dissolução parcial e resta apenas 1 sócio e a sociedade não é reconstituído num prazo de 180 dias, este sócio poderá transformar a empresa em EIRELI;
  • Extinção na Forma da Lei de Autorização para Funcionar: quando existe determinação legal para extinção do exercício das atividades da empresa, quando a mesma é considerada ilícita.

Dissolução Judicial

Em algumas situações, é possível que o encerramento da sociedade não termine da melhor forma. Nesses casos, é preciso acionar à Justiça. 

Na Dissolução Judicial, os sócios devem realizar o requerimento judicial para que a sociedade seja totalmente dissolvida. Entenda abaixo as duas situações quais este requerimento pode ser feito:

  • Anulada a sua constituição;
  • Absorvido o fim social, ou verificada a sua viabilidade.

Falência

O final de alguns negócios, infelizmente, é a decretação de falência. No entanto, isso não significa somente fechar as portas da empresa. 

Decretar falência é um processo que requer o cumprimento de algumas etapas para que aconteça, de fato, a dissolução da sociedade. A justiça pode nomear um administrador judicial para recuperar o que foi falido, evitando que a empresa encerre as atividades por má administração.

O custo ao encerrar uma sociedade empresarial

Para encerrar uma sociedade empresarial, alguns custos estão envolvidos no processo. Saiba o que abrange esses custos:

  • Distrato Social;
  • Certidão Negativa de Débitos (CND);
  • FGTS;
  • ICMS e ISS;
  • Tributos Federais;
  • Junta Comercial;
  • Baixa no CNPJ.

Considerações finais

Como vimos, encerrar uma sociedade empresarial pode ser um processo tão longo e burocrático quando iniciar uma sociedade. Desse modo, devemos nos atentar aos requisitos e aos detalhes para que nenhum dos sócios saia lesado.

• Como a contabilidade pode ser fundamental na gestão do seu negócio?

Por esse motivo, consulte o seu contador de confiança para lhe orientar a melhor forma de dissolver uma sociedade. Apesar de chegar ao fim, ninguém precisa sair dessa situação como inimigos, certo?

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Alvará de Funcionamento: O que você precisa saber

O Alvará de Funcionamento, apesar de ainda ser esquecido por muitos empresários, é um documento extremamente importante para negócios que serão iniciados ou para aqueles que já estão funcionando.

Atuar de forma legal deve ser uma preocupação existente entre quem empreende ou deseja empreender. A falta da emissão deste documento ou não utilização de maneira correta pode acarretar prejuízos financeiros para o negócio, assim como pode comprometer o seu funcionamento.

O que é o Alvará de Funcionamento?

O Alvará de Funcionamento é um documento emitido pelas prefeituras. Este tem como objetivo comprovar para os órgãos de fiscalização, fornecedores e clientes as condições legais de aptidão para realização das atividades de uma empresa.

Este documento, no cenário ideal, precisa ser emitido logo no início do exercício da atividade do negócio. Quando a empresa não possui Alvará de Funcionamento, pode sofrer sanções e pode ter que pagar multas muito altas.

Por que este documento é importante?

O principal foco do Alvará de Funcionamento é alegar que a sua empresa está apta a exercer sua atividade fim em conformidade com o diz que a legislação. 

Além disso, este documento funciona como um comprovante de segurança para os órgãos de fiscalização, fornecedores, clientes e também funcionários. Portanto, quando a empresa consegue a emissão do Alvará de Funcionamento, significa dizer ela está cumprindo os parâmetros legais.

Qual o melhor tipo de Alvará de Funcionamento para a minha empresa?

Vale ressaltarmos que existem diferentes tipos de Alvará de Funcionamento. Por esse motivo, é importante saber identificar qual o ideal para o seu negócio. Confira:

  • Alvará de Autorização para Eventos Públicos e Temporários: vale para imóveis que comportam eventos públicos e temporários para mais de 250 pessoas, sendo local público ou privado;
  • Alvará de Funcionamento de Local de Reunião (ALF): vale para locais que comportam reunião de público, com capacidade de lotação igual ou superior a 250 pessoas;
  • Auto de Licença de Funcionamento Condicionado (ALF-C): vale para imóveis cuja área total seja entre 1500m² e 5000m², que são para edificações ainda irregulares ou inscritas no Cadastro Informativo Municipal;
  • Auto de Licença de Funcionamento (ALF): vale para locais não residenciais com instalações de atividades industriais, comerciais ou de serviços.

Quais os documentos necessários para obtenção?

Para obter o Alvará de Funcionamento, o órgão responsável exige os seguintes documentos:

  • Planta do imóvel;
  • Cópia do recibo do IPTU pago;
  • Original e cópia do RG e CPF dos responsáveis pela empresa;
  • Cadastro do Contribuinte Mobiliário ou CCM obtido na Secretaria de Finanças;
  • O Setor, Quadra e Lote (SQL) do imóvel;
  • Declaração da atividade da empresa;
  • Certificado de conclusão de imóvel recém-construído.

Quais são as licenças necessárias para emissão do Alvará de Funcionamento?

Para validar o Alvará de Funcionamento, são necessárias algumas licenças específicas para que a empresa exerça suas atividades. Confira:

  • Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB): emitida pelo Corpo de Bombeiros, tem como objetivo verificar se o local cumpre as normas de segurança;
  • Licença Ambiental: os órgãos municipais e estaduais, referentes ao meio ambiente e ao Ibama, são os responsáveis por expedir essa licença;
  • Licença Sanitária: envolve órgãos municipais, estaduais e federais, correspondentes à vigilância sanitária (ANVISA). Necessária para empresas do ramo alimentício, cosméticos e medicamentos, por exemplo;
  • Registro de Produtos Químicos Controlados: a Polícia Federal é responsável pela obtenção dessa licença. As atividades relacionadas por produtos controlados;
  • Produtos de origem animal: envolve empresas que fabricam produtos de origem animal, sobretudo para consumo humano e exportação.

Os riscos da não obtenção deste documento

Caso haja fiscalização no estabelecimento e órgão responsável constate que não há Alvará de Funcionamento, o proprietário tem 30 dias para providenciá-lo. Caso não seja cumprido, a empresa pode sofrer autuação e pagamento de multa de 2 mil reais.

Além disso, a empresa pode ser fechada de forma definitiva e o empresário pode ter o seu registro profissional cancelado. São também discutidas as apreensões de bens e mercadorias do negócio.

• Dicas para não errar ao decidir empreender

Apesar de requerer uma série de documentos e licenças, obter o Alvará de Funcionamento garante que a empresa cumpra as obrigações legais e evite dores de cabeça. Portanto, é importante não ignorar a emissão deste documento durante o processo de abertura da empresa.

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Como se preparar para a Black Friday?

Tradicionalmente aguardada todo final de ano, a Black Friday conquistou o gosto dos brasileiros a partir do ano de 2010. A “Sexta-feira Negra” é conhecida por oferecer descontos consideráveis de diversos produtos. 

Você pode não ter se dado conta ainda, mas já estamos entrando na fase final deste ano. Por isso, preparamos algumas dicas sobre como se preparar para a Black Friday.

Planejamento e divulgação

Apesar do sucesso, muitos lojistas ainda se queixam de não conseguirem atingir as vendas esperadas para a Black Friday. Na maioria das vezes isso acontece por falta de planejamento e divulgação.

O planejamento para este dia deve acontecer com alguns meses de antecedência, para que você consiga avaliar quais produtos e descontos serão oferecidos com condições especiais para os consumidores. Ter um planejamento sólido faz toda a diferença na hora das vendas.

Outro ponto importante é o investimento em divulgação. De nada adianta você se planejar, organizar e não divulgar o que o seu negócio está se propondo a realizar. Por esse motivo, atente-se na divulgação, prepare o seu público através da criação de expectativas sobre o que a sua empresa irá oferecer neste dia.

Essa divulgação pode ser feita através da segmentação de anúncios, preparação de canais próprios de comunicação e utilização em massa das redes sociais. Investir em Landing Pages para captação de informações do público para disparo de e-mails de ofertas também é uma ótima estratégia.

Estoque e atendimento

Além de preparar a divulgação e se planejar, é preciso também organizar o seu estoque e a equipe de atendimento. Ninguém quer ter imprevistos desagradáveis em plena oportunidade de aumentar as vendas, não é mesmo? Então se preocupe sobre esses dois temas.

Não adianta oferecer bons descontos e montar uma estratégia de vendas eficiente se não houver estoque suficiente. Sendo assim, analise e organize o estoque da sua empresa de modo a se preparar para as vendas que você prevê realizar.

O atendimento também é essencial nessa estratégia de como se preparar para a Black Friday. Todo cliente gosta de ser bem atendido e ter suas dúvidas sanadas de forma rápida e intimista. Portanto, invista em uma boa comunicação entre a sua empresa e o cliente. 

Promoções reais

Com certeza você não ouviu falar sobre a banalização da Black Friday devido a promoções e ofertas fraudulentas. Tanto que este dia já até recebeu o apelido de “Black Fraude”, pois acontece muitas vezes de serem divulgados preços exorbitantes no período anterior à Black Friday para que no dia das promoções os preços caiam para o valor considerado normal.

Não tente enganar o seu público. Fuja do óbvio e invista em promoções reais que gerem engajamento para o seu negócio, chamando atenção para ofertas fidedignas ao que a sua empresa está disposta a oferecer. Dessa forma, você conseguirá maior credibilidade.

Aumente a validade dos descontos

Considerar estender ou até mesmo antecipar a validade dos descontos dos seus produtos pode despertar o interesse do público da sua empresa. Fazer uma Black Week ou prorrogar os descontos para o final de semana são boas estratégias caso o seu negócio tenha infraestrutura para atender à demanda.

Considerações finais

Expandir as vendas é o desejo de todo empreendedor. Utilizar a Black Friday como uma oportunidade para esse crescimento pode ser uma ótima estratégia. Contudo, fazer um estudo e preparação para esse dia é fundamental para uma boa execução.

• Como planejar o crescimento de um negócio?

Considere se preparar para a Black Friday de maneira eficiente para que não haja prejuízos para o seu negócio. Lance promoções e ofertas reais, invista em uma boa divulgação e deixe a sua equipe preparada para o atendimento ao consumidor.

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Quando faz sentido ser EIRELI?

Abrir um negócio envolve inúmeros dilemas que muitas vezes perturbam os aspirantes ao empreendedorismo. Um desses dilemas é abrir uma empresa sem sócio, que pode ser justificado por muitos motivos. Uma das opções que permitem esse tipo de negócio é a EIRELI, mas, quando faz sentido ser EIRELI?

Antes de optar por esse tipo de natureza jurídica para a sua empresa, você precisa entender o que é uma EIRELI e quais as suas vantagens e desvantagens.

O que é EIRELI?

Criado em 2011, EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) é um formato jurídico que permite legalizar o negócio como sociedade limitada. Com o objetivo de acabar com os “sócios fantasmas”, a Receita Federal criou a EIRELI para que não fosse mais necessário ter um sócio para abrir um negócio.

Essa natureza jurídica defende através da Lei 12.441/2011 que, em casos de falência ou dívidas da empresa, o empresário não responderá com os seus próprios bens. Nessas situações, o acordo é feito através do capital social integralizado da empresa.

No entanto, vale ressaltar que isso é válido desde que o responsável legal da empresa não pratique atos ilícitos, como fraudes e lavagem de dinheiro. Sendo assim, visa que a empresa seja capaz de responder pelos seus atos através de recursos próprios, não interferindo no patrimônio do seu responsável.

Quais são as vantagens?

As características trazidas por esse formato jurídico resguarda alguns benefícios para a empresa e também para o empresário, como:

  • Exercer a atividade da empresa sem sócio;
  • Reduzir a informalidade, exercendo a atividade de forma legal;
  • Escolher o melhor regime de tributação;
  • Não ter limite de faturamento;
  • Incentivo à inovação tecnológica e o PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador);

Essas são algumas das principais vantagens que a EIRELI pode oferecer. Caso o seu negócio careça desses benefícios, é importante equalizar se esses pontos são capazes de suprir as suas necessidades.

Quais são as desvantagens?

Como nem tudo são flores, essa natureza jurídica também traz algumas desvantagens para a empresa. Listamos alguns, como:

  • O responsável legal pode ter apenas uma EIRELI;
  • O valor mínimo do capital social deve ser equivalente à 100 salários mínimos atuais;

O valor de 100 salários mínimos não precisa ser integralizado no momento da abertura da empresa, podendo ser no decorrer. Portanto, considere os recursos necessários para que o seu negócio esteja enquadrado nas exigências da EIRELI.

Quem pode ser EIRELI?

A lista de atividades permitidas pela EIRELI é abrangente. Profissionais que atuam nos mercados de indústria, varejo, trabalho rural e prestação de serviço são atendidos por esse formato jurídico.

Considerações finais

A natureza jurídica EIRELI pode ser considerada por empresários que desejam abrir o próprio negócio sem sócio. Devido ao respaldo legal por trás da Lei 12.441/2011, o responsável legal não tem seu patrimônio atingido em casos de dívidas da empresa ou falência.

Vale ressaltar que esse formato jurídico foi criado com o intuito de acabar com sócios fictícios. Antes, só era possível ter responsabilidade limitada na sociedade conhecida como LTDA, que exige dois ou mais sócios. Sendo assim, a EIRELI é interessante para esses casos em que o empresário que iniciar uma empreitada sozinho.

Portanto, considere consultar a opinião do seu contador de confiança para que juntos vocês possam validar essa opção. Dessa forma, a empresa consegue responder por suas atividades de maneira independente. 

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Business Model Canvas para o seu negócio

Ter uma mente empreendedora é o mesmo que ter uma mente repleta de ideias. Tirar essas ideias do papel é difícil porque depende de uma boa estruturação. Pensando nisso, trouxemos um artigo para entender como o Business Model Canvas pode revolucionar o seu negócio.

Dicas para não errar ao decidir empreender

O que é Business Model Canvas?

O Business Model Canvas é traduzido por muitos como um diagrama. Entretanto, o que esse modelo oferece é algo muito mais completo que um simples diagrama. Com o BMC, é possível ter uma visão ampla do negócio através de uma página.

Em sua composição temos os 9 principais pontos que estruturam um negócio. Esses pontos cobrem as quatro principais áreas de uma empresa. São elas: oferta, clientes, infraestrutura e viabilidade financeira. Sendo assim, com o Business Model Canvas é possível ter uma visualização através de ilustrações e não somente textos.

Por que utilizar?

Considerar o BMC permite visualizar como funciona uma empresa. Dessa maneira, fica mais fácil para investidores e parceiros perceberem a estrutura do negócio.

O Business Model Canvas auxilia negócios que estão iniciando de modo a segmentar melhor os clientes, por exemplo. Por isso, visualizar diferentes segmentos facilita reconhecer propostas específicas.

Os componentes do BMC

O Business Model Canvas é composto de 9 pontos que formam o negócio. Veja o que é cada componente e qual o papel dele na elaboração de uma empresa.

Segmento de cliente

Nessa etapa é feita uma descrição dos nichos de clientes que o negócio pretende atender. Para isso, é preciso pensar nos clientes como pessoas e não como consumidores. Por esse motivo, deve ser descrito o perfil, onde estão, quais seus interesses, suas necessidades, etc.

Proposta de valor

Qual é o valor oferecido pela empresa? A partir do conhecimento do perfil do cliente, o negócio define de que modo irá oferecer seu produto. O ideal é resumir essa proposta em uma frase.

Canais

Defina através de qual canal a empresa irá atingir o cliente. Além disso, defina de que forma o cliente poderá interagir com o negócio. Canais de comunicação são alternativas.

Relacionamento

Manter um bom relacionamento entre empresa e cliente é o objetivo estabelecido por esse bloco. Para isso, definir diferenciais pode fazer com que o cliente não opte pelo concorrente.

Receitas

É uma descrição de como e quanto os clientes terão que pagar pelo produto que a empresa irá oferecer. Alguns modelos são venda de produto, assinatura, aluguel, etc.

Recursos

São os recursos essenciais para que o negócio consiga entregar o que foi descrito na proposta de valor. Lugares, ativos imobilizados, recursos humanos e intelectuais são exemplos de recursos essenciais para o funcionamento do negócio.

Atividades

As atividades-chave precisam ser definidas após estruturar os recursos para o funcionamento do negócio. Desse modo, defina as atividades mais importantes para o desempenho correto da empresa. 

Parcerias

Para as operações do negócio, identifique as terceirizações que serão necessárias. Pensar em outras empresas que ajudarão a sua a entregar a proposta de valor é o objetivo dessa etapa.

Custos

Identifique os custos que envolvem a cadeia produtiva do negócio. Para isso, considere custos com canais de relacionamento, terceirização, etc. Especificar esses pontos auxilia no controle de custos.

Considerações finais

Devido à simplicidade oferecida pelo Business Model Canvas, essa ferramenta conquistou interesse das empresas. Portanto, considere os pontos listados desse modelo e conclua se vale a pena implementá-lo no seu negócio.

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Por que devo fazer um gerenciamento de riscos?

Por que devo fazer um gerenciamento de riscos?

Marketing  // 12 de Agosto de 2020

O gerenciamento de riscos deve ser um ponto de preocupação e de importante destaque no seu negócio? Neste artigo mostramos como essa gestão pode ser primordial para o seu negócio.

Por mais planejado, organizado e estruturado seja um negócio ou um investimento, todos estão vulneráveis a lidar com eventuais riscos. Não temos todas as variáveis “palpáveis” e ao nosso total controle, isso é absolutamente normal. Por esse motivo, é importante estar preparado para as análises e gerenciamento de riscos.

O cenário do mercado empresarial vem sofrendo com a grande instabilidade político-econômica do nosso país, que acaba trazendo muitas dúvidas e incertezas sobre quais rumos e decisões devem ser tomadas para amenizar os efeitos dos riscos. Com isso, o essencial é conseguir ter uma visão macro sobre a melhor estratégia.

Planejamento estratégico é a chave

O gerenciamento de riscos é indicado para aplicar estratégias sobre eventuais situações que qualquer empreendedor pode passar com o seu negócio. Entendemos situações como qualquer particularidade ou condição que pode significar riscos ou oportunidades para o seu empreendimento. 

• Como a contabilidade pode ser fundamental na gestão do seu negócio?

Ter um planejamento estratégico para tratar os riscos é indispensável, pois encarar influências tanto internas quanto externas é uma tarefa um tanto quanto desafiadora. Estratégia e risco são termos que caminham juntos nessas condições, pois dizem muito sobre a maturidade do negócio e de quem o gerencia sobre como conseguir driblar ao máximo as especulações e probabilidades.

Quais são esses riscos?

Quando falamos de riscos, o tema pode ser interpretado de maneira muito abrangente. Por isso, é fundamental entendermos de fato quais são os riscos que o negócio pode estar propenso a enfrentar para que possamos aplicar com inteligência as melhores estratégias em cada situação. Podemos separar os riscos em duas categorias: internos e externos.

Os riscos internos são aqueles que estão associados à situação da própria empresa, sob os quais são mais fáceis de serem controlados e administrados.

Já os riscos externos são aqueles que são consequências de fatores de fora da empresa. Ou seja, aqueles que têm influência da situação externa do negócio e que são mais complexos de serem previstos e controlados. 

Aqui temos alguns exemplos de riscos internos e externos recorrentes:

Internos:

  • Processos trabalhistas;
  • Falta de controle do estoque;
  • Perda de funcionário(s);
  • Fraudes

Externos:

  • Economia;
  • Contratos firmados com terceiros;
  • Política;
  • Desastres naturais

Qual o melhor momento para realizar a gestão de riscos?

Assim como todo planejamento de um negócio, o gerenciamento de riscos deve estar presente no cronograma da empresa desde o início. Com a análise dos riscos “em dia”, é possível manter a situação da sua empresa saudável em todos os âmbitos que deseja. 

Antes mesmo de iniciar um investimento, é importante a compreensão e atenção sobre quais os riscos que o empresário está disposto a seguir. Dessa forma, será possível fazer um gerenciamento concreto para diminuir os efeitos negativos indesejados. 

Qualquer segmento pode sofrer com possíveis riscos, uns mais que outros. Por essa razão, se você é empresário ou deseja empreender, é fundamental analisar qual a área de atuação do seu negócio e investigar quais são riscos mais possíveis. Com essa investigação aplicada ao planejamento estratégico, as surpresas tanto negativas quanto positivas serão menores. 

Conclusão

Os riscos que cruzarão o caminho do empreendedor e da empresa ao longo da trajetória são inevitáveis. Buscar retorno financeiro em um negócio significa arriscar. O que pode fazer a diferença é a maneira como as probabilidades são estudadas e administradas para um melhor preparo na hora de lidar com as adversidades.

A gestão de riscos é essencial para uma preparação adequada de como se comportar sobre os efeitos dos riscos. Esse gerenciamento combinado à melhor estratégia, pode ser crucial em relação ao tempo de resposta do seu negócio em meio às situações de risco. Logo, o planejamento estratégico pode ser um importante aliado.

Leve em conta todas as questões e anseios, do que você, como empresário, espera de retorno da sua empresa. Para isso, caso tenha alguma dificuldade na hora de analisar os riscos e montar um plano estratégico, converse com o seu contador.

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Abrir um negócio durante a pandemia como solução

Abrir um negócio durante a pandemia como solução

Marketing  // 05 de Agosto de 2020

A crise pegou muitos de surpresa e como abrir um negócio durante a pandemia se tornou uma grande questão. Confira a seguir nossas dicas!

Estamos presenciando durante os últimos meses, o que já é apontado por muitos profissionais da economia, como uma das maiores crises econômicas já enfrentadas pelo nosso país. Devido à pandemia, muitos trabalhadores tiveram seus contratos de trabalho suspensos, reduzidos ou até mesmo perderam seus empregos. Com isso, abrir um negócio durante a pandemia pode ser uma saída.

A antiga e já conhecida frase “enxergar oportunidades em meio às adversidades” se tornou um verdadeiro mantra durante esse período. Nunca foi tão corriqueiro encontrar pessoas que buscam oportunidades financeiras ao abrir um novo empreendimento, arriscando-se para gerar uma renda extra ou até mesmo tornar como renda principal.

Abrir um novo negócio pode ser uma solução? 

Empreender está na lista entre os quatro maiores sonhos do brasileiro. Durante a pandemia, o Brasil atingiu a marca de 10 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI). Isso como, de fato, abrir um novo negócio é a principal alternativa para quem deseja ou tem a necessidade de garantir a sua renda.

Antes de iniciar um novo empreendimento, é importante estar atento ao comportamento do mercado em diversos ramos de atividades. Por exemplo, devemos analisar quais profissões podem ser favorecidas à atividade autônoma. Tanto em questões de retorno financeiro quanto à divulgação e também à presença no digital. 

Atenção às finanças antes de iniciar um empreendimento

Especialistas apontam que o momento pode sim ser favorável para iniciar um novo empreendimento. Tudo vai depender de como esse negócio será constituído, desenhar todos os possíveis cenários e também manter uma boa organização financeira. Esse planejamento ajudará manter o negócio pelo menos no primeiro momento.  

Apesar de parecer óbvio, ter um fluxo de caixa organizado pode ser crucial para o declínio ou ascensão do seu negócio. Esse deve ser um ponto de atenção. Segundo dados do SEBRAE, antes mesmo de completarem um ano de existência, 7% das empresas acabam fechando as portas por falta de lucro.

Algumas opções de atividade desfrutam de um baixo custo para abertura, além de reter o alto interesse dos consumidores. Por exemplo, lojas de roupa virtuais, academias que oferecem atividades coletivas online e empreendimentos do ramo alimentício que investem na opção do delivery, estão entre os negócios que podem encontrar novas oportunidades nas necessidades. 

• Como um bom Fluxo de Caixa pode salvar a sua empresa?

A era do digital

É importante apontarmos também que a digitalização da marca deve receber uma atenção especial. O negócio pode não ser 100% online, mas se este tiver uma forte presença digital, é fato que o alcance aos consumidores será muito maior. A maior prova disso é que empresas que antes da pandemia já se preocupavam em investir no digital, estão conseguindo se manter ativas mesmo durante a crise.

A quebra de paradigmas em relação ao que a empresa deve fazer para se manter ativa nas redes sociais está sendo um verdadeiro divisor de águas para os empreendedores. Assim como, as ferramentas que o mundo digital oferece, pode ser uma arma muito poderosa para a sobrevivência e também para o crescimento do seu negócio. 

Como já citamos, algumas atividades podem se favorecer desses “novos tempos”. Aqui listamos outras, como:

  • Consultas médicas e terapias online;
  • Aulas particulares à distância;
  • Consultorias;
  • Delivery de alimentos;
  • Delivery de roupas.

Esses são apenas alguns exemplos. Nesse momento, é importante ser criativo e também cauteloso para que a energia seja gasta naquilo que realmente irá trazer retorno.

Conclusão

Em tempos de crise, empreender pode ser a melhor e mais viável solução para quem precisa ou deseja ter uma nova fonte de renda. Por isso, é preciso estar atento e estudar todas as possibilidades, visando estar preparado para qualquer outra adversidade que possa acontecer durante a trajetória. 

É evidente que ninguém que inicia um novo negócio espera que este seja temporário e que não gere lucros. Quem empreende, deseja ver a sua empresa gerando frutos e se mantendo por muitos e muitos anos. Com organização financeira, preparo e tudo devidamente alinhado, é possível sim que você tenha enxergado uma oportunidade em meio às dificuldades e veja o seu negócio prosperar de fato. 

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Como cobrar os clientes inadimplentes?

Como cobrar um cliente inadimplente?

Marketing  // 29 de Julho de 2020

Em períodos de crises econômicas, como o nosso atual cenário, por exemplo, é comum nos depararmos com situações difíceis de inadimplências. Muitos empresários têm dúvidas de como lidar com essa circunstância, o que é absolutamente compreensível. Como devo cobrar os clientes inadimplentes? Como não constranger ou se sentir constrangido? Qual é a melhor abordagem que posso adotar? 

Primeiramente, devemos olhar sob ambas óticas: a de quem cobra e a de quem deve. Isso porque quem cobra não quer sair perdendo, mas quem deve também não, pois não quer ou não pode arcar com altos juros. Por esse motivo, é fundamental saber abordar de forma adequada e estar aberto à possíveis negociações de dívidas para que a parceria obtida não seja abalada. 

Como e quando devo fazer a cobrança?

É importante termos em mente que, em primeiro lugar, não podemos expor o devedor. Isso porque de acordo com o artigo 42 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), o devedor não pode ser exposto ao ridículo, nem ser ameaçado ou constrangido. Dessa forma, poderemos aplicar estratégias corretas na hora de cobrar. Lembre-se sempre: seja empático, haja da forma que você gostaria que agissem com você.

Caso a inadimplência surja de um cliente não costuma atrasar os pagamentos, procure entrar em contato para entender o que aconteceu. Pode ser que o cliente não tenha tido dinheiro para efetuar o pagamento ou que ele simplesmente esqueceu. A maneira mais adequada para esse contato é via email, com formalidade e compreensão para que a solução atenda os dois lados. 

Agora, se a inadimplência parte de um cliente que constantemente atrasa os pagamentos, entre em contato quanto antes e tente alinhar novos métodos, como uma nova data de vencimento, por exemplo. Se ainda assim não tiver sucesso, tenha a negociação como uma saída. Lembrando que isso tem que funcionar para ambos. Não adianta ceder e sair perdendo e também não vale a pena propor algo que o cliente não pode pagar.

Preserve os laços

Como já citamos, devemos ter a preocupação e o cuidado sobre a maneira como vamos abordar o cliente devedor. A parceria entre cliente e prestador/vendedor não pode ser estremecida. Com isso, é essencial estar disposto a entender a situação na totalidade para que sejam oferecidas opções cabíveis. As inadimplências devem ser analisadas individualmente, pois cada contexto requer uma estratégia.

Quais possibilidades podem ser oferecidas?

  • Negocie as dívidas de modo a não atrapalhar o fluxo de caixa;
  • Parcele as dívidas para que sejam pagas em mais vezes;
  • Facilite o pagamento.

• Como um bom Fluxo de Caixa pode salvar a sua empresa?

Gestão de cobranças

Apesar de muitas vezes não darmos a devida importância, ter uma gestão de cobranças eficaz facilita (e muito!) na hora de lidar com inadimplências. Esse gerenciamento é muito mais sobre organização e planos do que como cobrar de fato. A maneira como a empresa gere os endividamentos e capacita profissionais da área financeira muito diz sobre a maturidade do negócio sobre as adversidades.

Conhecer o Código de Defesa do Consumidor ajuda a evitar problemas com a justiça. Além disso, ter um cadastro atualizado sobre quais clientes ainda não realizaram o pagamento auxilia no momento da cobrança. Avalie cada situação, utilize o bom senso e entenda que cada caso é um caso e por esse motivo, as abordagens devem ser “personalizadas”.

Treine e capacite sua equipe para que ela esteja alinhada com os princípios e com os interesses que o seu negócio defende. De nada adianta você, como gestor, no momento da negociação com o cliente demonstrar uma postura e depois, no momento da comunicação, que é quando a equipe entre em cena, a abordagem ser totalmente oposta.

Conclusão

A inadimplência é corriqueira na rotina de muitas empresas e o tratamento que é dado a essa situação deve ser muito bem-planejado. É comum empresários dos mais diversos ramos se verem em uma verdadeira “saia justa” ao ter que efetuar a cobrança de um pagamento não realizado. 

Não tenha medo de cobrar. Receber pelo serviço prestado ou pelo produto vendido é um direito seu. Tenha estratégias sólidas e viáveis para que a sua empresa não tenha problemas com o fluxo de caixa e com os laços com os clientes. Seja empático e procure entender os motivos pelos quais ocorreram o atraso e ofereça opções e soluções que funcionem para ambos.

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Como está a saúde dos seus colaboradores?

Como está a saúde dos seus colaboradores?

Marketing  // 22 de Julho de 2020

As discussões acerca dos temas que abordam a saúde e a segurança do trabalho dos colaboradores têm se tornado cada vez mais presentes no atual cenário da empregabilidade do nosso país. Sua empresa prioriza a integridade física e mental dos colaboradores? Como isso pode e deve ser feito?

Segundo dados do governo, comparado ao ano de 2018, o ano de 2019 teve um aumento significativo no número de afastamentos do trabalho. A quantidade de trabalhadores que recebem o auxílio-doença chega à quase 70 mil, o que equivale à 3,1% do total.  

No Brasil, a segurança do trabalho é regida pelas Normas Regulamentadoras, também chamadas de NRs. Em recente decisão, o governo dispensou as empresas a seguirem a NR1 e NR2. No entanto, muito mais que uma obrigação, a segurança do trabalho depende do bom senso e da predisposição do empregador de prezar pela saúde e integridade dos seus colaboradores. 

Prevenção de ameaças

Ao analisar pontos importantes que dizem respeito à saúde e segurança do trabalho, muitos aspectos devem ser considerados. Muitas vezes, a ameaça à integridade física e mental do colaborador pode ser invisível, ou seja, é algo que não é facilmente perceptível. Por exemplo, o posicionamento do monitor a uma altura adequada aos olhos, que poderia prevenir problemas de má postura. 

Outro exemplo de ameaça invisível é a massante pressão que alguns colaboradores sofrem constantemente no ambiente de trabalho. Os desafios fazem parte de uma boa prática de gerenciamento. No entanto, quando mal posicionados, podem gerar problemas psicológicos diversos que podem acarretar afastamento do colaborador. 

Além das ameaças invisíveis, temos situações visíveis em que o trabalhador pode ser posto em risco e que podem ser evitadas. Bem como em empresas que possuem máquinas perigosas, se não bem manuseadas por colaboradores bem treinados, podem ocorrer acidentes de trabalho indesejados. 

Redução de perdas

Quando uma empresa não se planeja e tem que enfrentar um afastamento inesperado de algum colaborador, o aumento dos custos são consideráveis. Os encargos trabalhistas e as indenizações são apenas uma parcela desse montante de novos gastos. 

• Custo com funcionário: Entenda as obrigações

O afastamento ou até mesmo desligamento de um trabalhador devido a acidente de trabalho, requer o custo extra na contratação. Além de treinamento qualificado e adaptação de uma nova mão de obra.

Como isso pode e deve ser feito?

Para analisar pontos e situações de risco que podem ser evitadas, é preciso estar atento aos mínimos detalhes. Se possível, o ideal é ter um profissional dedicado a essa questão dentro da empresa para aplicar algumas estratégias e também para observar o ambiente de modo a recorrer à melhorias. Uma pesquisa de clima, por exemplo, ajuda na questão emocional. 

Com respaldo das Normas Regulamentadoras, do Ministério do Trabalho e de algumas agências, como a Vigilância Sanitária, auxilia a nortear quais medidas precisam e devem ser tomadas para diminuir os riscos da sua empresa.

Além disso, alguns documentos legais estão ligados à segurança do trabalho podem te auxiliar, como:

  • CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho);
  • AET (Análise Ergonômica do Trabalho);
  • ASO (Atestado de Saúde Ocupacional);
  • PPRA (Programa de Riscos Ambientais).

Cada documento tem seu objetivo específico. Por esse motivo, é importante estudá-los e pesquisar a essencialidade de cada um.

Conclusão

São muitas questões e situações que abordam a relação entre a integridade física e mental e saúde dos colaboradores dentro do ambiente de trabalho e o que a empresa pode fazer para amenizar os seus riscos. Por isso, muito mais que cobrar produtividade, é preciso estar atento às necessidades dos colaboradores.

Os riscos que envolvem a escassez da segurança do trabalho estão além dos prejuízos financeiros e dores de cabeça com processos trabalhistas. É sobre a sensatez e o cuidado com a segurança e o bem-estar de cada um que está ali participando ativamente do crescimento do seu negócio.

Continue lendoComo está a saúde dos seus colaboradores?

Como calcular o ponto de equilíbrio financeiro?

Qual é o ponto de equilíbrio da sua empresa?

Marketing  // 15 de Julho de 2020

Qual é o ponto de equilíbrio financeiro da sua empresa? Certamente essa é um questionamento qual deve ser de conhecimento de qualquer empresário que preze pela saúde financeira do seu negócio e que deseja ampliar o faturamento do seu empreendimento. 

O propósito de se consolidar no mercado não tem a ver somente com a qualidade do produto ou serviço que sua empresa oferece. O planejamento financeiro que acontece nos bastidores do negócio para que, enfim, o produto ou serviço chegue até o consumidor final, é tão fundamental quanto.

Por que devo me preocupar com o ponto de equilíbrio financeiro?

Para ampliar o faturamento do seu negócio, não basta somente a vontade de crescer. Claro, este também é importante, mas, já parou para pensar que pode acontecer a seguinte situação: para dobrar as receitas da empresa, será preciso triplicar os custos. Esse é um caso em que o negócio daria prejuízo e não cumpriria com o seu objetivo e é nessa hora que entra o ponto de equilíbrio financeiro. 

Em resumo, o cálculo do ponto de equilíbrio financeiro deve ser feito para identificar o momento em que os gastos fixos e variáveis de uma empresa e o total de receita são equivalentes. Caso o faturamento não atinja o valor mínimo previsto, a empresa tem um prejuízo financeiro e caso supere o valor mínimo previsto, a empresa gera lucro.

Como devo realizar o cálculo?

Já entendemos a importância que devemos dar ao cálculo do ponto de equilíbrio financeiro, mas como ele é calculado? Basicamente seguimos a fórmula:

PEF = Despesas fixas / Margem de Contribuição

Compreendemos as dependências desta fórmula da seguinte maneira:

  • Despesas fixas são os gastos pelos quais a empresa precisa arcar mês a mês para manter-se em funcionamento, excluindo os gastos variáveis. Salários, aluguel, água, luz e telefone são exemplos de despesas fixas.
  • Margem de contribuição é o ganho bruto sobre as prestações de serviços ou venda de produtos. Esse indicador econômico-financeiro também é fundamental para se obter o preço de venda justo. Nele, consideramos o preço de venda menos o somatório dos custos variáveis e despesas variáveis do seu negócio.

Vamos trabalhar com uma situação hipotética para tornar prático o conceito do cálculo do ponto de equilíbrio financeiro, onde a empresa tenha gastos fixos de R$ 40 mil anuais e que a margem de contribuição seja de 20%.

PEF = R$ 40.000 (gastos fixos anuais) / 0,20 (representação do indicador em casas decimais)

Nesse caso, o ponto de equilíbrio financeiro seria R$ 200 mil. Ou seja, esse é o faturamento mínimo anual previsto da empresa para que não haja prejuízo financeiro. Caso ultrapasse esse valor, significa que a empresa obteve lucro e, consequentemente, uma saúde financeira garantida. No entanto, se a empresa faturar menos que esse valor em um ano, é bom manter-se atento para avaliar e corrigir os equívocos cometidos. 

Conclusão

Através deste importante indicador, é possível ter uma visão macro de como está a saúde financeira do seu empreendimento. Caso o resultado seja positivo, podemos elaborar estratégias para que este seja mantido e que o sucesso da empresa seja definitivamente alavancado. 

• Como planejar o crescimento de um negócio?

Caso o cálculo do ponto de equilíbrio financeiro indique que o resultado do seu negócio seja um prejuízo, é preciso analisar quais foram os erros e onde é possível aplicar um plano de ação para reverter essa situação. Para isso, converse e conte sempre com o apoio e expertise do seu contador, afinal, ninguém melhor que ele para te orientar.

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